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O que dizemos, e o que queremos dizer

Um colega do trabalho saiu de férias. No roteiro, uma paradinha no Tibet para ver o Everest de perto.

— Legal! E quanto tempo leva da China até o Tibet?

— Como assim? O Tibet é na China.

Eu quase respondo:

— Sim, mas diga isso para o Dalai Lama, não para mim.

Mas o que saiu foi:

— Ah tá...

Afinal, quem sou eu para defender a devolução do poder do Tibet à aristocracia teocrata e elitista dos lamas... er... digo a libertação do Tibet?

Algumas semanas antes da viagem, ele veio com essa:

— Tem uma pílula que você começa a tomar alguns dias antes de ir, para ajustar o organismo às grandes altitudes.

Não que ele fosse escalar o Everest, mas mesmo a base da montanha já é lá nas alturas, e o ar rarefeito exige mais do fôlego.

Eu quase respondo:

— Ah tá...

Mas o que saiu foi:

— Legal, mas se você parar de fumar hoje, garanto que será melhor para o fôlego do que qualquer pílula.

Ele não gostou nem um pouco.

Comentários (3)

J@de:

Bem, como eu sou ex-fumante, gostei da sua resposta... ah mesmo que eu não fosse, perco o amigo mas não perco a piada (mesmo que seja séria)!! hehehehe!!
Beijos!!

Mandou muito bem, Thales!

uahahahh! Curto e grosso!! Sem meias palavras...

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Esta é uma página do blog publicada em junho 27, 2007 8:57 PM.

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