2009
Mãe me disse, muito sabiamente, “não vou desejar feliz ano novo nem nada, porque só mudam os números, mas a vida continua a mesma”...
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Mãe me disse, muito sabiamente, “não vou desejar feliz ano novo nem nada, porque só mudam os números, mas a vida continua a mesma”...
Li notícia na Folha que balas perdidas deixaram 5 pessoas feridas nas comemorações da passagem do ano em Copacabana, Rio de Janeiro.
Preocupante? Sim.
Alarmante? Depende...
Depende do número de balas disparadas.
Tipo assim, se foram 100 balas e só 5 pegaram inocentes, até que não é tão mau assim, certo?
E também tem que ver quantas acertaram os alvos, certo?
Certo?
Minha produtividade caiu bastante hoje.
Voltei das férias para o trabalho.
Se engenheiros de software projetassem carros, eis o que fariam caso o cliente pedisse uma "versão mais leve" do produto.

Se você acha isso exagero, é porque não conhece um certo software que eu conheço...
Durante o almoço, esculachávamos com aquelas pessoas que desfilam com fone bluetooth preso à orelha o tempo todo, mesmo quando não estão usando o penduricalho. Como se acham importantes, não? Será que estão sempre tão ocupadas que sequer podem carregar o aparelho no bolso como o resto de nós?
Daí ocorreu-me: o que será que os usuários de relógio de bolso diziam quando os primeiros relógios de pulso apareceram?
Em Fable II, o videogame, você pode usar certas expressões e gestos para influenciar a opinião dos personagens do jogo em relação a você. Por exemplo, o dono da barraquinha de verduras quer um preço exorbitante por um talo de aipo porque não vai com sua cara? Basta dançar na frente dele, fazer uma pose heróica, ou o sinal da vitória para mudar a opinião dele, e pronto, metade do preço para o cliente simpático.
Idéia para um potencial vídeo viral: filmar alguém usando as expressões do Fable II em situações da vida real, como esperando que as pessoas reagissem igual aos personagens do jogo...

(achado no ffffound.com)
Começou outra temporada de Lost, o seriado mais legal da TV... depois de Battlestar Galactica, Mad Men, The Office, CSI, 24, O Poderoso Benson, Primo Cruzado e o Padrão a Cores.
Esta temporada promete ser bem épica.
Como que eu sei?
Porque uma das chamadas do programa usa o velho clichê de música de trailer com coralzinho épico, aquele em que a música incidental é orquestrada e tem um coral cantando em sânscrito ou élfico (ou sei lá), num crescendo de raivosidade, até que algo faz vush.
Nada diz “épico” mais do que o coralzinho épico.
Isso porque Lost era a série para quebrar clichês, com uma música de abertura minimalista, de apenas duas notas. Mas tudo bem, não se pode quebrar todos os clichês todo o tempo.
Falando em clichês, logo no começo da temporada ficamos sabendo que os eventos da ilha envolvem viagem no tempo.
Viagem no tempo é um ótimo dispositivo de roteiro. É tão bom que chega a ser quase uma trapaça, pois funciona como uma cláusula mágica para explicar qualquer coisa. Não digo com isso que tudo será explicado assim, mas que qualquer buraco deixado para trás — e haverá muitos — poderá ser tapado automaticamente desta maneira. Deus Ex Machina!
Enfim, então a ilha é uma espécie de encruzilhada no espaço-tempo, conectando passado e futuro, existindo em uma dimensão própria, onde as pessoas se perdem e se encontram. Onde é que eu já vi isso mesmo? Agora só faltam os Pakuni e os Sleestaks.
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