Começou outra temporada de Lost, o seriado mais legal da TV... depois de Battlestar Galactica, Mad Men, The Office, CSI, 24, O Poderoso Benson, Primo Cruzado e o Padrão a Cores.
Esta temporada promete ser bem épica.
Como que eu sei?
Porque uma das chamadas do programa usa o velho clichê de música de trailer com coralzinho épico, aquele em que a música incidental é orquestrada e tem um coral cantando em sânscrito ou élfico (ou sei lá), num crescendo de raivosidade, até que algo faz vush.
Nada diz “épico” mais do que o coralzinho épico.
Isso porque Lost era a série para quebrar clichês, com uma música de abertura minimalista, de apenas duas notas. Mas tudo bem, não se pode quebrar todos os clichês todo o tempo.
Falando em clichês, logo no começo da temporada ficamos sabendo que os eventos da ilha envolvem viagem no tempo.
Viagem no tempo é um ótimo dispositivo de roteiro. É tão bom que chega a ser quase uma trapaça, pois funciona como uma cláusula mágica para explicar qualquer coisa. Não digo com isso que tudo será explicado assim, mas que qualquer buraco deixado para trás — e haverá muitos — poderá ser tapado automaticamente desta maneira. Deus Ex Machina!
Enfim, então a ilha é uma espécie de encruzilhada no espaço-tempo, conectando passado e futuro, existindo em uma dimensão própria, onde as pessoas se perdem e se encontram. Onde é que eu já vi isso mesmo? Agora só faltam os Pakuni e os Sleestaks.