México
O México é igual ao Brasil com uma batata quente na boca. Tem aquela mistura estranha de gente amiga de um lado, e malandra do outro. Aquele contraste de um povo que trabalha muito, mas tem menos. Vimos muita pobreza por onde passamos, e lembrei daquele texto do Tim Harford sobre porque países pobres são pobres.
Tivemos o privilégio de viajar fora do circuito de Cancun, mais para o “interior”, para as bandas aonde os turistas europeus vão. Eles gostam de ir para os lugares mais alternativos, onde possam experimentar a cultura local em forma original. Já os norte-americanos, precisam que alguém vá na frente e instale um McDonald’s e um Starbucks antes. A idéia dos americanos de experimentar a cultura local é ir para o México e almoçar no Chilli’s. Cancun é pontilhada por esses ícones estadunidenses. Nada de errado, porém. Se traz turistas e dólares, bom para eles. O Brasil podia seguir o exemplo e abolir a exigência de visto para turistas norte-americanos.

O espanhol é uma língua divertida. Lendo o jornal, um dia, fiquei fascinado com a manchete “sospechoso en una balacera”, ou “suspeito em um tiroteio”. Não sei quanto a você, mas para mim “sospechoso” soa muito mais suspeito, e “balacera” deve ser um evento muito mais caótico e desesperado que um mero tiroteio.
