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Star Trek, Hoje e Ontem

Gostei tanto do Star Trek novo, o do J.J. Abrams, que decidi rever a série original, aquela dos anos 60, pelo Netflix.

Netflix é uma empresa que aluga filmes em DVD pelo correio, mas recentemente eles expandiram para oferecer filmes pela internet também, via streaming. Você pode assistir aos filmes pelo computador ou, no nosso caso, pelo XBOX. O catálogo disponível é bem mais limitado que o catálogo de DVDs, mas é melhor do que nada, e por “nada” quero dizer, ir na Blockbuster pegar filme.

Um dos títulos disponíveis é a primeira temporada inteira da Star Trek original. A série foi “remasterizada” em alta-definição, com muitas tomadas novas de efeitos especiais. As cenas no espaço, por exemplo, são todas novas.

Se você pensa em rever a série original, faça um favor a si mesmo... desista! É muito ruim, gente! E não é ruim porque os enredos sejam ingênuos, ou as atuações exageradas. É porque o negócio é chato de doer, um tédio só. Os poucos episódios a que tentei assistir, acabei dormindo no sofá. Funciona muito bem como sonífero — se for o que você estiver buscando. Caso contrário, sugiro passar.

Quanto às tomadas novas de espaço, elas são obviamente melhores no quesito visual, mas fora isso continuam com os mesmo erros grosseiros de sempre. Por exemplo, qual o problema óbvio na seqüência de quadros da tomada abaixo, que mostra a Enterprise em órbita da Terra?

O problema é a perspectiva. O raio da órbita de uma espaçonave é tão imensamente maior que a própria nave que, na escala da nave, a órbita é quase uma reta. Se você não vê um navio fazer uma curva tão pronunciada na superfície do oceano, por que você veria uma espaçonave fazer tal curva numa órbita de raio ainda maior? Para fazer essa curva aí, a Enterprise teria que ser gigantesca, coisa assim do tamanho do Texas. E isso me faz pensar, será que há algo como “ser nerd demais até para ver Star Trek”?

Comentários (9)

Fabinho:

Por que tudo tem que ser do tamanho do Texas? O asteroide do Aramageddon e do Impacto Profundo eram do tamanho do Texas (e da estrela ana do filme de TV "Impact" tambem). Nao tem de outro tamanho nao? Ou sera que "tamanho do Texas" eh uma unidade de medida variavel? Ou sera que a area do estado aumenta e diminui?

Fabinho, e por que você acha que usei justamente o Texas como referência? Foi um aceno aos que conhecem o clichê.

Ivan:

E se a lente for variável? A do meu telefone é. Gelatinosa para ser exato.

Ivan, se por "variável" você quer dizer um lente zoom, daí haveria uma mudança nas dimensões relativas entre a nave e o planeta, conforme a tomada progride.

Ivan:

Nope... eu quero dizer não uniforme, como uma grande angular ou fisheye.

Uma grande angular implicaria em outras distorções que não aparecem na cena. A não ser, é claro, que seja uma grande angular do século 23 que faça as imagens parecerem efeitos-especiais dos anos 60...

Ivan:

Eu até entendo a fascinação com a escala. Quando eu assisti ao primeiro transformers as inconsistências me irritiram pra caramba. no segundo filme a escala dos robôs continua trocando de cena para cena, mas os erros são menos crassos.
No da cena acima, vc não fica um pouco mais incomodado com a nave inclinando para fazer a curva? Afinal de contas eles têm gravidade artificial interna.
E o Sulu pilotando a nave usando dois botões de elevador?

Hahaha, eu não queria comentar nada não, mas achei hilário esse monte de comentários no post do Star Trek. ;)

Ivan, até que você foi bem então, se conseguiu prestar atenção a problemas de escala em Transformers. Eu estava ocupado demais tentando entender o que acontecia na tela.

Lu, pois é, acho que esse aqui bate o recorde.

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Esta é uma página do blog publicada em julho 2, 2009 8:49 AM.

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