« Sobre o branco dos olhos | Principal | Congestionamento de Feriadão »

Mais Placas

Não é só no Japão que encontramos placas e avisos interessantes. No Brasil também.

Mais uma vez: não interessa a distância, e não importa se é cidade, vila, vilarejo, povoado, barraquinha, ou a capital da galáxia. Na sentença "X a Y km", não vai crase no "a", nunca!

Não é como se você precisasse saber todas as regras do Português, ou mesmo todas as regras de uso de crase, para redigir placas de trânsito. Pelo contrário, 99% das placas de trânsito equadram-se em um repertório básico, pré-moldado, de padrões. Não é uma composição de dissertação, é uma simples operação de substituição em gabarito. É um "copie & cole" básico.

No entanto, tem redator de placa que ainda erra...

Mais uma para o Departamento de Abusos da Crase.

Ah, como é, aquilo não é uma crase? É acento agudo? Ah tá, então tá...

Uma hipótese é que eles quiseram dizer "gratos, a direção", mas vá saber. Seria mais simples dizer apenas "gratos". Mas para que descomplicar se dá para simpliverter, não?

Nada de particularmente errado com esta placa, apenas que, por uns segundos, tive a impressão que toparia com pedestres praticando aeróbica de alto impacto na pista. Para mim fez sentido porque pedestres no Brasil precisam estar em boa forma para desviar dos carros.

Ouvi sobre a "tolerância zero" a motoristas que dirigem alcoolizados. Tabém ouvi sobre a mula-sem-cabeça. Porém, não vi evidência da existência de qualquer uma das duas. Pelo contrário, entre outras coisas, dia desses vi um motorista descer do carro bebendo cerveja em pleno meio-dia, em rua movimentada. O trânsito no Brasil continua aquela piada sem graça de sempre. Isso porque o pessoal diz que melhorou de uns tempos para cá.

Mas isso é assunto para outra hora...

Confesso que não entendi a fórmula, mas achei estranho que o Colégio Águia seja inversamente proporcional à raiz-quadrada de nota 10.

Não sei exatamente o que é, mas algo me diz para não confiar muito na SFOGGIA. Sei lá, algo passa a impressão que eles não estarão nem aí na hora que eu mais precisar deles.

O Motel Tu-Que-Sabes é um ótimo exemplo do conceito de "negabilidade plausível".

— Que idéia é essa de me trazer num motel logo no primeiro encontro?
— Mas foi você que sugeriu. Eu perguntei aonde você queria ir, e você disse "tu que sabes". Eu jamais levaria você a um motel no primeiro encontro, mas como foi sugestão sua, não quis desapontá-la.
— Bem, não foi isso que quis dizer. Foi um mal-entendido.
— Ah tá, então tá desculpada. Pensando bem, até que é engraçado, não é? HA-HA. Ei, já que estamos aqui, que tal se...

Essa dispensa comentários...

Comentários (3)

Ivan:

Na placa sobre movimento intenso de pedestres... eu tive a mesma sensação, de que eles estavam falando dos pedestres se movimentanto. Fui tentar entender o porquê e notei que o desenho do pedestre na placa não segue os padrões normais. Ele está inclinado para frente, com um braço dobrado e, dependendo de como vc olha para a placa, parece que está "break dancing".

Do Barulho:

Não ria do Cagol, ele casou com a filha mais nova dos Rego Barros. É família importante por aqui.

Adoro a sacola da padaria aqui da rua:
"Agradecemos à preferência"

Pô, eu que compro o pão e é a mardita da preferência que recebe o agradecimento! :)

Comente

(É possível que seu comentário precise de aprovação antes de ser publicado. Até lá ele não aparecerá no artigo. Obrigado por esperar.)

Política de privacidade (para tentar contentar a porcaria do Phishing Filter)

Sobre

Esta é uma página do blog publicada em janeiro 13, 2010 7:04 AM.

A anterior foi Sobre o branco dos olhos.

A posterior foi Congestionamento de Feriadão.

Tem mais no índice e nos arquivos.

Turbinado por
Movable Type 3.35