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      <title>o que importa é o que interessa</title>
      <link>http://www.thalesc.com/blog/</link>
      <description></description>
      <language>pt</language>
      <copyright>Copyright 2010</copyright>
      <lastBuildDate>Sat, 13 Mar 2010 19:49:30 -0700</lastBuildDate>
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         <title>Os amigos dos amigos</title>
         <description><![CDATA[<p>Um paradoxo das relações sociais é que, em média, seus amigos têm mais amigos que você. Sempre.</p>

<p>Quer dizer, não <i>sempre</i>, mas muito, muito provavelmente.</p>

<p>Como pode?</p>

<p>A razão é muito simples. Você não tem nenhum amigo que tem zero amigos, certo? Não, você não tem. No mínimo ele ou ela tem você.</p>

<p>Amizades são relações bilaterais. Uma amizade não bilateral não é amizade, é <i>stalking</i>. Logo a probabilidade de você ter um amigo que não tem amigos é absolutamente zero!</p>

<p>Por outro lado, as chances de você ser amigo de alguém com infinitos amigos é 100%.</p>

<p>Não que tal pessoa exista, obviamente. Mas se existisse, teria infinitos amigos, logo seria amiga sua também.</p>

<p>Sendo assim, as chances de você ter amigos com muitos amigos é maior do que as chances de você ter amigos com poucos amigos. Uma pessoa com 10 amigos contribui na média de 10 pessoas, enquanto que uma pessoa com um amigo contribui na média de uma pessoa só. Portanto, pessoas com mais amigos aparecem com mais freqüência na média de amigos que os amigos de seus amigos têm, o que aumenta a média observada por aquelas pessoas.</p>

<p>O interessante é que o mesmo vale para nossos amigos, inclusive aqueles que têm mais amigos que nós. Via de regra os amigos deles têm, em média, mais amigos que eles.</p>

<p>É claro que isso não é um esquema de pirâmide, vez ou outra você encontrará alguém com mais amigos que a média de seus amigos, mas estas pessoas são exceção, não a regra.</p>

<p>Ou seja, não há motivo para você se sentir o Gasparzinho.</p>

<p>Não que isso faça muita diferença, enfim. No que diz respeito a amizades, qualidade ainda é mais importante que quantidade.</p>]]></description>
         <link>http://www.thalesc.com/blog/2010/03/os_amigos_dos_amigos.html</link>
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                  <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Curiosidades</category>
        
        
         <pubDate>Sat, 13 Mar 2010 19:49:30 -0700</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Salvem os Unicórnios</title>
         <description><![CDATA[<div align="center"><img src="http://www.thalesc.com/blog/IMG_8458.JPG" width="242" height="320" /></div>

<p>Caso você não saiba, os unicórnios correm risco de extinção.</p>

<p>Você sabia, não sabia?</p>

<p>Não diga que você achava que eles já estavam extintos!</p>

<p>Atualmente há no mundo apenas... er... bem, na verdade ninguém sabe ao certo quantos unicórnios ainda restam. Já disse que o bicho é difícil de avistar fora de cativeiro, não disse?</p>

<p>Não que eles sejam invisíveis. Não senhor, não senhora. Invisíveis são os dragões, todo mundo sabe.</p>

<div align="center"><img src="http://www.thalesc.com/blog/IMG_8461.JPG" width="320" height="254" /></div>

<p>Os unicórnios são bem visíveis, o problema é que eles são muito tímidos e muito raros &mdash; ou não estariam em extinção. Tudo isso torna sua observação um tanto infreqüente.</p>

<div align="center"><img src="http://www.thalesc.com/blog/IMG_8464.JPG" width="320" height="313" /></div>

<p>Não que eles sejam tímidos uns com os outros, não. Pelo contrário, há até quem ache que o chifre de unicórnio tem poderes afrodisíacos, mas estes estão confundindo os unicórnios com rinocerontes, outro bicho em extinção.</p>

<p>O único indivíduo que teve a oportunidade de testar chifre de unicórnio como afrodisíaco, um morador de Enumclaw, disse não ter apreciado muito a experiência. Ele ficou três semanas sem poder sentar, e não porque estivesse agitado. Pelo contrário, amigos próximos reportam que ele ficou bem humilde depois do ocorrido...</p>]]></description>
         <link>http://www.thalesc.com/blog/2010/03/salvem_os_unicornios_1.html</link>
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                  <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">WTF</category>
        
        
         <pubDate>Wed, 03 Mar 2010 23:15:15 -0700</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Fotos do Japão</title>
         <description><![CDATA[<p>Ontem chegaram as cópias do nosso livro de fotos do Japão.</p>

<p>A edição é tão rara que só existem duas cópias.</p>

<p><img src="http://www.thalesc.com/blog/DSC06498.JPG" width="480" height="360" /></p>

<p>Tudo bem que fomos nós mesmos que encomendamos apenas duas cópias. Afinal, não é como se a demanda pelo volume fosse tão grande assim.</p>

<p>Hoje em dia qualquer um pode ser seu próprio editor e “publicar” um álbum de fotos com acabamento de livro de fotografia, usando algum dos vários serviços de impressão que há por aí.</p>

<p>O serviço que eu recomendo é o <a href="http://www.mypublisher.com/">MyPublisher</a>.</p>

<p><img src="http://www.thalesc.com/blog/DSC06499.JPG" width="480" height="360" /></p>

<p>O software de edição do MyPublisher é, daqueles que testei, o <i>menos pior</i>. Quer dizer, ele dá conta do recado, mas é um pouco chato de usar, e as opções de layout de página são bem reduzidas. Perto de outros, porém, o pacote é de uma objetividade bem vinda. Outros softwares até oferecem mais controle sobre o layout das páginas, mas são chatíssimos de usar, com interfaces burocráticas, lentas e abusivas. Há um inclusive que instala um cliente de chat (tipo o Messenger) ali na área de notificação da barra de ferramentas, para você poder papear com outros usuários do serviço (e apenas estes). Pode?</p>

<p>A interface do MyPublisher podia ser melhor, mas eles ganham meu respeito por limitarem-se a fazer apenas aquilo que espero que façam.</p>

<p>A qualidade de impressão e o acabamento são muito bons, compatíveis com livros de fotografia profissional. Obviamente você fica restrito à qualidade e resolução das fotos que usar. Ainda assim, fiquei impressionado com a qualidade das ampliações de página inteira.</p>

<p>Dica: limite-se a usar apenas preto ou branco para cor de fundo das páginas. Em minha experiência são as cores que imprimem melhor em áreas contínuas grandes. Outras cores apresentam um levíssimo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Padr%C3%A3o_moir%C3%A9">padrão moiré</a>, nada grave, mas algo que talvez você prefira evitar.</p>

<p>O serviço é um pouco demorado, porém os preços são bem acessíveis. Membros do Costco ganham 20% de desconto em todos os pedidos, basta baixar o programa pelo <a href=" http://www.costco.com/Service/FeaturePage.aspx?ProductNo=11268534">site do Costco</a>. Vale a pena procurar por cupons promocionais na internet. Para o livro do Japão, por exemplo, optamos por usar um cupom que dava direito a uma segunda cópia grátis.</p>

<p>É o formato ideal para álbuns de casamento, formatura, viagens, bebê, etc.</p>

<p><img src="http://www.thalesc.com/blog/DSC06501.JPG" width="480" height="360" /></p>

<p>Última dica: preste atenção ao tamanho de livro que encomendar. Queria o tamanho médio, mas acidentalmente selecionei o tamanho grande. Só ficamos sabendo quando os livros chegaram. Detalhe: o tamanho grande é <i>gigante</i>! Agora precisamos de uma mesa de centro nova para colocar o livro em cima.</p>]]></description>
         <link>http://www.thalesc.com/blog/2010/02/fotos_do_japao.html</link>
         <guid>http://www.thalesc.com/blog/2010/02/fotos_do_japao.html</guid>
                  <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Fotografia</category>
        
        
         <pubDate>Sat, 27 Feb 2010 15:07:36 -0700</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Lost</title>
         <description><![CDATA[<p>Ainda não assisti até o fim o episódio de ontem de Lost, mas ainda sobre o da semana passada, só para registrar uma suspeita aqui, e antes que eu leia sobre isso em algum outro lugar:</p>

<p>Quando Locke leva Sawyer para a caverna do Jacob, um dos nomes escritos nas paredes é Kwon, que Locke/Fumaça diz não saber se refere-se à Sun ou ao Jin.</p>

<p>Bem... não esqueçamos que Sun e Jin têm uma filha... que foi concebida na ilha...<br />
</p>]]></description>
         <link>http://www.thalesc.com/blog/2010/02/lost_1.html</link>
         <guid>http://www.thalesc.com/blog/2010/02/lost_1.html</guid>
        
        
         <pubDate>Wed, 24 Feb 2010 08:57:52 -0700</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Monte Rainier</title>
         <description><![CDATA[<div align="center"><img src="http://www.thalesc.com/blog/IMG_8341.JPG" width="480" height="320" /></div>

<p><s>Domingo</s>Sábado aproveitamos o tempo ótimo para ir ao Monte Rainier fazer uma caminhada com raquetes de tênis nos pés. Estou falando obviamente daqueles calçados que se usa para andar na neve sem afundar. E não, aqueles que usamos não parecem com raquetes de tênis, são de um modelo mais moderno.</p>

<div align="center"><img src="http://www.thalesc.com/blog/IMG_8398-1.JPG" width="480" height="318" /></div>

<p>O passeio foi bem legal, eu recomendo (para quem gosta de caminhadas na natureza, que fique claro).</p>

<p>Andar na neve com calçados de neve é tão fácil quanto andar para frente, literalmente.</p>

<p>Aproveitei a oportunidade para usar meu mais novo brinquedo, o MotionX GPS, uma aplicação para telefones celulares com GPS que grava o traçado de caminhadas. Abaixo vai o mapa da caminhada que fizemos.</p>

<div align="center"><iframe width="425" height="350" frameborder="0" scrolling="no" marginheight="0" marginwidth="0" src="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&amp;hl=en&amp;t=h&amp;msa=0&amp;msid=109353354620800777677.0004802c8cacdb0787a48&amp;ll=46.786427,-121.743321&amp;spn=0.010285,0.018239&amp;z=15&amp;output=embed"></iframe><br /><small><a href="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&amp;hl=en&amp;t=h&amp;msa=0&amp;msid=109353354620800777677.0004802c8cacdb0787a48&amp;ll=46.786427,-121.743321&amp;spn=0.010285,0.018239&amp;z=15&amp;source=embed" style="color:#0000FF;text-align:left">Ver mapa</a></small></div>

<p>Juro que tentei, tentei mesmo, mostrar o mapa pelo Bing.com, para não adicionar mais insulto à ferida pelo fato de mencionar uma aplicação do iPhone. Gastei bem uma meia-hora procurando uma opção para importar o mapa no Bing. Pesquisei na Internet e tudo mais. Achei como desenhar trilhas manualmente, ponto a ponto. Se a opção existe, está muito bem escondida. Daí tentei no Google.com e achei a opção de cara. Tipo assim, se eu estivesse tentando evitá-la, daí talvez não a encontrasse. Ah sim, mas o acabamento gráfico do Bing é muito melhor...</p>

<p><b>Adendo: Falha épica minha, o Bing tem sim opção para importar rotas para apresentar sobre mapas, e ela é bem visível até, apenas que ela simplesmente não aparece em um certo navegador concorrente. Ou seja, eu que não procurei o suficiente. Que feio de minha parte, reclamando que o Bing não colaborou em minha tentativa de promovê-lo, e esse tempo todo era eu que estava usando o navegador errado. Mea culpa.</b></p>]]></description>
         <link>http://www.thalesc.com/blog/2010/02/monte_rainier_1.html</link>
         <guid>http://www.thalesc.com/blog/2010/02/monte_rainier_1.html</guid>
                  <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Aventuras</category>
        
        
         <pubDate>Mon, 22 Feb 2010 02:02:19 -0700</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Fórmula para Bolhas</title>
         <description><![CDATA[<p>Por incrível que pareça [1], a entrada que mais recebe visitantes externos [2] aqui no blog é aquela das <a href="http://www.thalesc.com/blog/2008/08/bolhas.html">fotos de bolhas</a>.</p>

<p>A maior parte, pelos menos aqueles que deixam comentários, são pessoas interessadas em fórmulas de líquidos para produzir bolhas duráveis.</p>

<p>Então aqui vai:</p>

<p><b>Fórmula para fazer bolhas:</b></p>

<p>Para cada litro de água, adicione 2 a 3 colheres de sopa de detergente à base de gel. É isso. Daí, para bolhas um pouco mais duráveis, adicione 1 colher de sopa de glicerina líquida, que pode ser encontrada na maioria das farmácias. Experimente variar a proporção dos ingredientes até chegar a um resultado que seja de seu agrado.</p>

<p>Seguem uma foto de bolhas.</p>

<div align="center"><img src="http://www.thalesc.com/blog/bolhas1.jpg" width="480" height="320" /></div>

<p>E mais uma.</p>

<div align="center"><img alt="DPP_0994b.jpg" src="http://www.thalesc.com/blog/DPP_0994b.jpg" width="480" height="320" /></div>

<p>----------<br />
(1) bem, não é tão incrível assim<br />
(2) tipo, fora os 2 ou 3 que passam com certa freqüência por aqui</p>]]></description>
         <link>http://www.thalesc.com/blog/2010/02/formula_para_bolhas_1.html</link>
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                  <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Criar é preciso</category>
                  <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Fotografia</category>
        
        
         <pubDate>Fri, 19 Feb 2010 09:48:05 -0700</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Hic Sunt Dracones</title>
         <description><![CDATA[<p>No Japão vimos muitas excursões escolares nos lugares turísticos por onde passamos. Muitas. Ao que parece, é atividade comum por lá.</p>

<p>Aqui nos EUA não se vê tanto disso. Talvez porque aqui os pais tenham medo que as crianças saíam da estufa sem eles. Ou talvez porque, apenas, as crianças daqui andem mais à paisana, daí não notemos tanto os grupos.</p>

<p>Os estudantes japoneses andam todos uniformizados.</p>

<p><i>“Os bonés amarelos estão chegando, os bonés amarelos estão chegando”</i>, era um dos alertas que usávamos entre nós para avisar a chegada de mais uma excursão. Hora de apurar aquela foto da paisagem sem gente na frente, ou acelerar o passo para entrar numa fila antes da multidão.</p>

<p>E lá vinha o cardume de <i>pacmen</i>.</p>

<div align="center"><img src="http://www.thalesc.com/blog/IMG_9926.JPG" width="480" height="320" /></div>

<p>Quando estudei em escola que exigia uniforme, a razão que davam &mdash; não que eu ligasse, mas aparentemente alguém ligava, daí explicaram &mdash; é que a uniformização diminuía a distinção de classe social, que de outro modo ficaria evidente se cada um usasse a roupa que quisesse. Ou seja, era para evitar preconceito contra os menos abastados. Tipo assim, “esconde a diferença para ver se desaparece”, sabe? Como se não soubéssemos quem era rico ou pobre, afinal. Ou como se não houvesse preconceito lá fora, na vida, que é para o que a escola supostamente preparava.</p>

<p>Mas tudo bem, pode até ser que uniformes tenham tal benéfico. No mínimo eles diminuem a pressão sobre as crianças para estar em dia com as vicissitudes da moda. Agradecem pela folga aqueles pais suscetíveis a satisfazer o apetite consumista de seus capetinhas.</p>

<p>E tem a segurança também, sempre a segurança. Muito importante, aliás.</p>

<div align="center"><img src="http://www.thalesc.com/blog/IMG_0319.JPG" width="480" height="320" /></div>

<p>Outro aspecto importante, certamente no Brasil, é o econômico. Queira ou não os uniformes permitem à escola estabelecer um monopólio para beneficiar seus amigos... er... “associados”.</p>

<p>Outra coisa que não posso evitar pensar é se os uniformes não servem, também, para suprimir a individualidade em favor do grupo. Um “vestir a camisa” compulsório, entende?</p>

<div align="center"><img src="http://www.thalesc.com/blog/IMG_0378.JPG" width="480" height="320" /></div>

<p>O Japão tem essa coisa bem saliente na cultura, a prevalência do grupo sobre o indivíduo. Aquela coisa da hierarquia rígida, regras sociais elaboradas, mentalidade de colméia. Aquela coisa de você não poder estar fisicamente acima de seus superiores, daí eles se curvarem tanto &mdash; que há vezes parece que o quadril desparafusou. No Japão nota-se uma pressão grande por ser conforme. Já nos EUA é o contrário, aqui há uma pressão pela individualidade, uma certa obrigação por ser único. Aqui todos são igualmente especiais, o que, pela definição de “especial”, é um contra-senso, mas tudo bem.</p>]]></description>
         <link>http://www.thalesc.com/blog/2010/02/hic_sunt_dracones_1.html</link>
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                  <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Aventuras</category>
                  <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Lost in Translation</category>
        
        
         <pubDate>Tue, 16 Feb 2010 00:48:41 -0700</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Happy Valentine&apos;s</title>
         <description><![CDATA[<p>Amanhã é “Dia Dos Namorados” aqui nos EUA, e o amor está no ar.</p>

<p>Falando em “amor no ar”, outro dia li <a href="http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/northamerica/usa/6760515/Hot-air-balloon-proposal-deflates-when-man-drops-the-ring.html<br />
">a história</a> do cara que foi propor casamento em um passeio de balão, mas durante o vôo deixou cair a bolsinha de câmera fotográfica onde escondera o anel de noivado, de US$ 3000. Sete dias de buscas sistemáticas depois, pela mata, o infeliz finalmente achou a bolsinha com o anel. Esse teve sorte.</p>

<p>Histórias assim não faltam, de gente perdendo anéis de noivado caros, ainda mais nesta época do ano. Sempre há os espertos que inventam maneiras mirabolantes de propor casamento, mas sem pensar nos riscos do plano.</p>

<p>Nada contra romantismo, pelo contrário, apenas a favor de melhor planejamento e execução, ainda mais quando há um anel caro em jogo, ou pior, a saúde da noiva. Não são poucas as noivas que já <a href="http://today.msnbc.msn.com/id/29462344/">engoliram</a> <a href="http://www.ananova.com/news/story/sm_2885879.html?menu=news.quirkies">anéis</a> escondidos em sobremesas, em função de propostas... err... “originais”.</p>

<p>Manda a tradição aqui que o noivo gaste <i>no mínimo</i> o equivalente a dois meses de salário no anel de noivado, ou o “amor” não vale. Há mulheres capazes de recusar a proposta de bons candidatos se não aparecer um brilhante considerável na hora &mdash; e a maioria delas não sabe dizer a diferença entre um diamante e zircônia cúbica. O preço médio pago por anéis de noivado aqui é de US$ 3200 a unidade. Mas o céu é o limite, e quanto mais caro o anel, melhor. Será que o casal não considera que o dinheiro seria melhor investido em coisas mais práticas e úteis, especialmente para quem está começando uma vida nova, do que em um símbolo pueril de status?</p>

<p>Acontece que os detalhes desta, bem, “tradição”, não vêm dos mitos românticos clássicos, ela é basicamente produto de uma campanha publicitária que o grupo De Beers iniciou em 1930 para explorar o então tímido, mas crescente, mercado de diamantes.</p>

<p>Até 1930 as mulheres podiam processar judicialmente, por “quebra de promessa de matrimônio”, os noivos que dessem para trás antes do casamento. A história era sempre a mesma: o homem prometia casamento com segundas intenções, e depois de conseguir o que queria, caia fora. Na época era tradição as mulheres casarem virgens, mas muitas perdiam a virgindade durante o noivado, então havia a necessidade de uma “garantia de compromisso” para assegurar às mulheres que os homens não estavam apenas querendo levá-las para a cama. A prerrogativa de exigir compensação financeira por danos à “reputação” funcionava como tal garantia. Porém, à medida que as cortes judiciais começaram a revogar tais processos, a venda de anéis de diamantes aumentou em função da necessidade um novo símbolo de compromisso dos homens. A De Beers aproveitou o ensejo para lançar uma campanha publicitária e inflacionar o mercado de anéis de diamantes. A campanha incluía, entre outras coisas, encorajar designers de moda a falar da “nova tendência”, equipar atrizes famosas com anéis para exibição em público, e ditar os padrões de quanto um noivo digno e merecedor devia gastar em um anel. Isso mesmo, quem ditou a tradição de anéis caros, veja só, foi a indústria de diamantes. Surpresa? O golpe derradeiro veio em 1947, quando a redatora Frances Gerety veio com a frase considerada o melhor slogan publicitário do século 20: “Um Diamante É Para Sempre”. Detalhe: Frances nunca casou.</p>]]></description>
         <link>http://www.thalesc.com/blog/2010/02/happy_valentines_1.html</link>
         <guid>http://www.thalesc.com/blog/2010/02/happy_valentines_1.html</guid>
                  <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Curiosidades</category>
        
        
         <pubDate>Sat, 13 Feb 2010 13:14:48 -0700</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Rifle de Chekhov</title>
         <description><![CDATA[<hr/>
******
Aqui há possíveis <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Spoiler_(m%C3%ADdia)"><i>spoilers</i></a> de <b>Avatar</b>, <b>The Dark Knight</b>, <b>Jurassic Park</b> e <b>Adaptação</b>.
Prossiga por conta e risco próprios... 
******
<hr/>

<p>OK, apesar do pessoal que leva <a href="http://www.thalesc.com/blog/2010/01/avasecatar.html">o filme mais a sério do que deve</a>, o fato é que <b>Avatar</b> é bem legal, ainda mais em IMAX 3D.</p>

<p>A qualidade dos efeitos especiais é um marco da tecnologia cinematográfica. O filme representa uma mudança nas regras do jogo daquilo que é possível mostrar na tela. Algo assim da envergadura do que foi <b>Guerra nas Estrelas</b> em 1977.</p>

<p>Por outro lado, a história de <b>Avatar</b> é, convenhamos, fraquinha. <b>Guerra nas Estrelas</b>, apesar de emprestar vários arquétipos mitológicos prontos, tinha mais imaginação. A história de <b>Avatar</b> é uma enorme coleção de “Rifles de Chekhov”.</p>

<p>Um “Rifle de Chekhov”, assim como um “Deus Ex Machina”, é um fórmula literária básica, um artifício para desenvolver tramas.</p>

<p>“Deus Ex Machina” vem das peças do teatro grego clássico, onde era comum usarem uma engenhoca para içar um ator ao palco, no papel de um deus, para salvar o herói bem no último instante. Era o “deus da máquina”.</p>

<p>Com o tempo o termo virou sinônimo de qualquer solução mirabolante que entra abruptamente em cena para resolver um impasse.</p>

<p>Exemplo: aquele tiranossauro que surge no final de <b>Jurassic Park</b>, bem a tempo de salvar a turma de virar almoço de velociraptor. Clássico “Deus Ex”.</p>

<p>Um “Deus Ex” é considerado uma saída chula, quase uma trapaça. No ótimo <b>Adaptação</b>, de 2002, o personagem Robert McKee sugere ao protagonista, que está tentando adaptar um livro para o cinema, que o mais importante é achar um final marcante para a história, mas que ele “não ouse usar um ‘deus ex machina’”, pois a solução dos conflitos deve vir dos próprios personagens. O interessante é que, mais adiante, o próprio filme tem um descarado “Deus Ex” &mdash; bem usado aí, dado os múltiplos níveis de auto-referência que <b>Adaptação</b> contém.</p>

<p>Já o dispensável <b>O Escapista</b>, coincidentemente protagonizado por Brian Cox, o mesmo ator que fez Robert McKee em <b>Adaptação</b>, tem aquele tipo de “Deus Ex” mais miserável e barato que existe, aquele em que “tudo não passou de um sonho”. Aliás, como o protagonista se ferra no final (e a platéia também), está mais para um “Diabolus Ex Machina”.</p>

<p>Estraguei <b>O Escapista</b> para você? Disponha. É um filme ruim a menos para você ver.</p>

<p>Mas eu divago...</p>

<p>Quando você não quer que o “Deus Ex” fique tão na cara, uma saída é “cantá-lo” antes da hora. Daí ele vira um “Rifle de Chekhov”.</p>

<p>O dramaturgo Anton Chekhov que disse que “não se coloca um rifle em cena se não há a intenção de dispará-lo mais tarde”. É o princípio da economia de detalhes: nenhum detalhe deve ser desperdiçado. A implicação óbvia, para a platéia, é que o aparecimento de um rifle em cena implica em seu uso adiante.</p>

<p>Um “Rifle de Chekhov” é basicamente a introdução conspícua de um detalhe que terá importância crucial mais tarde na trama.</p>

<p>O exemplo clássico são os itens de equipamento (os <i>gadgets</i>) que o agente James Bond recebe do Serviço Secreto britânico ao início de cada missão. Já notou que, não importa quão especializado cada item seja, Bond sempre usa todos eles? Você sabe que o filme não terminará até que Bond tenha usado cada gadget pelo menos uma vez.</p>

<p>Outro exemplo está em <b>Batman: O Cavaleiro das Trevas</b> (<b>The Dark Knight</b>). A certa altura Bruce Wayne dispara acidentalmente lâminas embutidas na vestimenta nova de Batman, durante a inspeção do equipamento. Há até uma piada sobre ele “ler o manual antes”. Tremendo “Rifle de Chekhov”. Mais tarde as mesmas lâminas são decisivas para salvá-lo do perigo.</p>

<p>Nem todo “Rifle de Chekhov” serve para defletir potenciais “Deus Ex”, porém. Pelo contrário, uma boa história não distrai com detalhes sem importância. O uso do dispositivo ajuda a criar momentos de premonição sombria, ironia do destino, justiça poética, suspense, sincronicidade, etc.</p>

<p>Esse não é o caso de <b>Avatar</b>, porém. Já da premissa do filme, antes mesmo de entrar no cinema, a gente sabe que até o final o herói terá passado permanentemente para o corpo do avatar &mdash; ou sua “jornada de transcendência” não estaria completa, oras; o círculo precisa fechar. Logo, dado que isso <i>vai acontecer</i> muito provavelmente, todo o resto que precede é simplesmente uma desculpa para que aquilo aconteça. O arsenal de “rifles” que desfila em <b>Avatar</b> existe basicamente para explicar a lógica por trás daquela última cena. Aliás, de certo modo o maior “rifle” do filme é justamente a expectativa de que a transferência definitiva acontecerá, daí tudo fica muito previsível.</p>

<p>Ah, e não vamos esquecer o super “Deus Gaia Ex” que acontece perto do final (apesar de ele ter sido “cantado” antes).</p>

<p>P.S.</p>

<p><li>O filme já arrecadou 2 bilhões de dólares, logo alguma coisa certa tem. A história, se simplista, torna o filme mais acessível. Seria arriscado fazer um filme tão inovador em termos técnicos com uma história marginalmente mais complicada.</li><br />
<li>Eu conheço clichês cinematográficos demais para meu próprio bem...</li><br />
</p>]]></description>
         <link>http://www.thalesc.com/blog/2010/02/rifle_de_chekhov.html</link>
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                  <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Filmes</category>
        
        
         <pubDate>Fri, 05 Feb 2010 15:43:24 -0700</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Avasecatar</title>
         <description><![CDATA[<p>Essa é boa, o filme <a href="http://www.imdb.com/title/tt0499549/">Avatar</a> está deixando alguns espectadores em depressão. São pessoas que ficam tão maravilhadas com a fantasia exuberante e utópica do planeta Pandora, que fica difícil a elas reconectar com a realidade mundana do planeta Terra.</p>

<p><a href="http://edition.cnn.com/2010/SHOWBIZ/Movies/01/11/avatar.movie.blues/">É sério</a>. Tem até uns malucos achando que eles próprios são espíritos Na’vi presos em corpos humanos. Pode?</p>

<p>Claro que pode. Sempre tem uns malucos assim, sejam os que acham que são bruxos por causa de Harry Poter, ou os que acham que são “fadas” por causa de Twilight (Crepúsculo).</p>

<p>O agravante com Avatar é que tem gente contemplando suicídio na esperança de rebootar num corpo Na’vi, no planeta Pandora.</p>

<p>Já eu, não tenho esse problema. Consigo ficar deprimido com a vida real mesmo...</p>

<p>Brincadeira. Só não podia perder a piada.</p>

<p>De qualquer forma, voltei do Brasil com aquela sensação de não pertencer mais lá, mas também de não pertencer aqui. Ou seja, a lugar nenhum. O mundo ideal para mim seria aquele em que pudesse passar a semana de trabalho aqui e o final de semana (mas não todos) no Brasil. Enquanto a tecnologia de avatares não vem, faço o que posso...</p>]]></description>
         <link>http://www.thalesc.com/blog/2010/01/avasecatar.html</link>
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                  <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Filmes</category>
        
        
         <pubDate>Sun, 31 Jan 2010 21:59:57 -0700</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Congestionamento de Feriadão</title>
         <description><![CDATA[<p>Dia 3 de janeiro fomos a Florianópolis. No caminho topamos com um super congestionamento de 40 km na BR 101... no sentido contrário ao nosso. Era o pessoal voltando das praias no final do feriadão de início de ano.</p>

<p>Do nosso lado da rodovia, para nossa agradável surpresa, o trânsito foi bem mais tranqüilo do que antecipávamos.</p>

<p>Fiquei com dó de quem estava preso lá no outro lado, mas não é como se congestionamentos de final de feriado fossem imprevisíveis, pelo contrário.</p>

<p>Daí vem a pergunta: onde fica a “Lei da Atração” numa hora dessas?</p>

<p>A “Lei da Atração” é aquele conceito pseudocientífico bobíssimo que diz que nossos pensamentos influem diretamente na realidade, e que basta “visualizar” algo com convicção e otimismo para aquilo acontecer de verdade.</p>

<p>Pois bem, congestionamentos tendem a ser sempre piores do que a maioria das pessoas lá presas imaginou quando partiu para a viagem, pois quanto piores as expectativas de alguém sobre um possível congestionamento adiante, maiores as chances de aquela pessoa optar por alternativas para evitar a presepada. Deste modo, congestionamentos tendem a selecionar proporcionalmente mais por aqueles que “visualizavam” uma situação melhor &mdash; tanto mais quanto <i>pior</i> o congestionamento for. Obviamente isso viola descaradamente a “Lei da Atração” :)</p>]]></description>
         <link>http://www.thalesc.com/blog/2010/01/congestionamento_de_feriadao.html</link>
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                  <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Divagando</category>
                  <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Mad World</category>
        
        
         <pubDate>Wed, 20 Jan 2010 08:45:14 -0700</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Mais Placas</title>
         <description><![CDATA[<p>Não é só no Japão que encontramos <a href="http://www.thalesc.com/blog/2009/11/japao_placas.html">placas e avisos</a> interessantes. No Brasil também.</p>

<div align="center"><img src="http://www.thalesc.com/blog/IMG_0448.jpg" width="480" height="369" /></div>

<p>Mais uma vez: não interessa a distância, e não importa se é cidade, vila, vilarejo, povoado, barraquinha, ou a capital da galáxia. Na sentença "X a Y km",  <i>não vai crase no "a"</i>, <i>nunca</i>!</p>

<p>Não é como se você precisasse saber todas as regras do Português, ou mesmo todas as regras de uso de crase, para redigir placas de trânsito. Pelo contrário, 99% das placas de trânsito equadram-se em um repertório básico, pré-moldado, de padrões. Não é uma composição de dissertação, é uma simples operação de substituição em gabarito. É um "copie & cole" básico.</p>

<p>No entanto, tem redator de placa que ainda erra...</p>

<div align="center"> <img src="http://www.thalesc.com/blog/IMG_0372.jpg" width="360" height="480" /></div>

<p>Mais uma para o Departamento de Abusos da Crase.</p>

<p>Ah, como é, aquilo não é uma crase? É acento agudo? Ah tá, então tá...</p>

<p>Uma hipótese é que eles quiseram dizer "gratos, a direção", mas vá saber. Seria mais simples dizer apenas "gratos". Mas para que descomplicar se dá para simpliverter, não?</p>

<div align="center"> <img src="http://www.thalesc.com/blog/IMG_0447.jpg" width="480" height="411" /></div>

<p>Nada de particularmente errado com esta placa, apenas que, por uns segundos, tive a impressão que toparia com pedestres praticando aeróbica de alto impacto na pista. Para mim fez sentido porque pedestres no Brasil precisam estar em boa forma para desviar dos carros.</p>

<p>Ouvi sobre a "tolerância zero" a motoristas que dirigem alcoolizados. Tabém ouvi sobre a mula-sem-cabeça. Porém, não vi evidência da existência de qualquer uma das duas. Pelo contrário, entre outras coisas, dia desses vi um motorista descer do carro bebendo cerveja em pleno meio-dia, em rua movimentada. O trânsito no Brasil continua aquela piada sem graça de sempre. Isso porque o pessoal diz que melhorou de uns tempos para cá.</p>

<p>Mas isso é assunto para outra hora...</p>

<div align="center"> <img src="http://www.thalesc.com/blog/IMG_0453.jpg" width="480" height="260" /></div>

<p>Confesso que não entendi a fórmula, mas achei estranho que o Colégio Águia seja <i>inversamente</i> proporcional à raiz-quadrada de nota 10.</p>

<div align="center"> <img src="http://www.thalesc.com/blog/IMG_0459.jpg" width="480" height="355" /></div>

<p>Não sei exatamente o que é, mas algo me diz para não confiar muito na SFOGGIA. Sei lá, algo passa a impressão que eles não estarão nem aí na hora que eu mais precisar deles.</p>

<div align="center"> <img src="http://www.thalesc.com/blog/IMG_0449.jpg" width="410" height="351" /></div>

<p>O Motel Tu-Que-Sabes é um ótimo exemplo do conceito de "negabilidade plausível".</p>

<p>&mdash; Que idéia é essa de me trazer num motel logo no primeiro encontro?<br />
&mdash; Mas foi você que sugeriu. Eu perguntei aonde você queria ir, e você disse "tu que sabes". Eu jamais levaria você a um motel no primeiro encontro, mas como foi sugestão sua, não quis desapontá-la.<br />
&mdash; Bem, não foi isso que quis dizer. Foi um mal-entendido.<br />
&mdash; Ah tá, então tá desculpada. Pensando bem, até que é engraçado, não é? HA-HA. Ei, já que estamos aqui, que tal se...</p>

<div align="center"> <img src="http://www.thalesc.com/blog/IMG_0352.jpg" width="480" height="380" /></div>

<p>Essa dispensa comentários...</p>]]></description>
         <link>http://www.thalesc.com/blog/2010/01/mais_placas.html</link>
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         <pubDate>Wed, 13 Jan 2010 07:04:33 -0700</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Sobre o branco dos olhos</title>
         <description><![CDATA[<p>Aproveito a visita ao Brasil para matar saudades de Mae West, a cachorrinha da família.</p>

<div align="center"> <img src="http://www.thalesc.com/blog/CRW_1660.jpg" width="480" height="320" /></div>

<p>Mesmo depois de tanto tempo fora, e apesar de eu ter passado a maior parte da sua vida distante, ela ainda lembra de mim. Quando cheguei, ela saudou-me com aquela habitual felicidade que os caninos demonstram quando um membro da matilha retorna, tenha ele saído por 2 anos ou 20 minutos.</p>

<p>É a felicidade de saber que o outro ainda vive.</p>

<p>Quando você sai, um cão tem a esperança de vê-lo de novo, mas nunca a certeza. Como poderia? É um mundo incerto aquele lá fora.</p>

<div align="center"> <img src="http://www.thalesc.com/blog/CRW_1626.JPG" width="480" height="320" /></div>

<p>Dois minutos depois, eu já não era novidade, mas a bagagem ainda era. Mae fez vistoria nas malas, para saber por onde andei, e que coisas trouxe.</p>

<div align="center"><img src="http://www.thalesc.com/blog/CRW_1455.JPG" width="480" height="320" /></div>

<p>"Tanto tempo fora, deve ter trazido um pato ou um texugo", acho que ela pensou.</p>

<p>Ainda bem que ela lembra de mim, porque não é muito amigável com estranhos não, pelo contrário. Como todo dachshund que se preze, Mae é vinte vezes seu tamanho em zanga e dez em coragem. Outro dia vieram uns caras da telefônica na casa, e ela não gostou nem um pouco não. Ficou uma fera com os intrusos. Tentei aplicar um <a href="http://www.cesarsway.com/">Cesar Millan</a> nela, com calma e assertividade, para desarmá-la de sua energia negativa, mas ela não gostou e tentou me morder.</p>

<p>Tanto eu quanto ela sabemos que ela só <i>tentou</i> me morder. Se quisesse mesmo, teria mordido. Só que daí eu teria "mordido" de volta, e ela sabia disso. "Lati" mais alto e ela colocou o rabo entre as pernas, fez cara de arrependida, e passou o resto da tarde chateadinha com o incidente, fazendo aquela cara de chachorro que caiu do caminhão de mundaças, sabe?</p>

<p>Cães são experts em fazer essas caras de coitados, que fazem a gente ficar "ohhh". Em parte porque nós mesmos, os humanos, selecionamos, ao longo da história, os cães que melhor faziam essas carinhas.</p>

<p>Mae faz essas caras como ninguém. Só que comigo não cola, não quando ela aprontou. </p>

<p>Quando ela quer apelar, ela mostra o branquinho dos olhos, raramente visíveis. Será esta outra característica selecionada para aumentar o vínculo com os humanos?</p>

<div align="center"> <img src="http://www.thalesc.com/blog/DSC00249.JPG" width="480" height="360" /></div>

<p>Os humanos são a única espécie primata que tem aquela parte do olho, a esclera (antiga esclerótica), branca. Os demais primatas têm escleras pigmentadas em cores que produzem menor contraste com a pele e a íris. E as escleras humanas são maiores em proporção também. Uma conseqüência disso é que é mais fácil identificar a direção do olhar de um humano à distância. Por que será? Afinal, isso tem a desvantagem de os adversários saberem para onde o indivíduo olha. Quais seriam as vantagens para compensar tal desvantagem? Uma possibilidade é que a visibilidade do olho facilite a comunicação entre humanos. Grande parte da comunicação não verbal se dá através dos olhos.</p>]]></description>
         <link>http://www.thalesc.com/blog/2010/01/sobre_o_branco_dos_olhos.html</link>
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                  <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Brasil</category>
                  <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Curiosidades</category>
                  <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Divagando</category>
                  <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Geek</category>
        
        
         <pubDate>Tue, 12 Jan 2010 08:23:30 -0700</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Falhas Muito Loucas (Epic Fail)</title>
         <description><![CDATA[<p>Traduzir títulos de filme é uma tarefa inglória (deve ser). Quando você acerta, ninguém nota. Quando você erra, muitos lamentam sua falta de imaginação. Mas como não estou aqui para celebrar os acertos, aqui vão algumas traduções que achei... er... "interessantes", de títulos recentes.</p>

<p>Primeiro, note-se uma certa tendência a explicar a trama no título. Será isso uma necessidade do público, ou apenas o tradutor querendo adicionar sua marca?</p>

<p><b>Assalto ao Carro Blindado</b> (Armored)<br />
<b>Coraline e o Mundo Secreto</b> (Coraline)<br />
<b>London River - Destinos Cruzados</b> (London River)<br />
<b>Giallo: Reféns do Medo</b> (Giallo)<br />
<b>Miss Março: A Garota da Capa</b> (Miss March)<br />
<b>O Mistério de Grace</b> (Grace)<br />
<b>80 Minutos para Viver ou Morrer</b> (80 Minutes)<br />
<b>Appaloosa - Uma Cidade Sem Lei</b> (Appaloosa)</p>

<p>Outra tendência é a necessidade de melhor categorizar o gênero do filme já no título. Deus livre o público de topar com um título ambíguo, do qual não se possa derivar o gênero.</p>

<p><b>Diversão Macabra</b> (Amusement)<br />
<b>Lentes do Mal</b> (Dread)<br />
<b>Jogo Macabro</b> (Open Graves)<br />
<b>Invasor de Mentes</b> (Hardwired)<br />
<b>Cabana Macabra</b> (The Cottage)<br />
<b>A Corrente do Mal</b> (The Daisy Chain)<br />
<b>Adolescentes Malvadas</b> (Legacy)<br />
<b>Atirando para Matar</b> (Aces 'N' Eights)<br />
<b>Regresso do Além</b> (Not Forgotten)<br />
<b>Terror na Antártida</b> (Whiteout)<br />
<b>Rede de Intrigas</b> (Lies & Illusions)<br />
<b>A Morte Convida Para Dançar</b> (Prom Night)<br />
<b>Autópsia de um Crime</b> (Pathology)<br />
<b>Busca Implacável</b> (Taken)<br />
<b>Caçada Explosiva</b> (Kill Switch)<br />
<b>Carga Explosiva</b> (The Transporter)<br />
<b>Vingaça Entre Assassinos</b> (The Tournament)<br />
<b>Sede de Sangue</b> (Thrist)<br />
<b>Sede de Vingança</b> (Dolan's Cadillac)<br />
<b>Os Cavaleiros do Apocalipse</b> (Horsemen) <br />
<b>Às Margens de um Crime</b> (In the Electric Mist)</p>

<p>A tendência também acontece para comédias românticas e dramas em geral. Neste caso, porém, a regra é elevar os elementos românticos e sentimentais da trama à bilionésima potência, no título. Em alguns casos isso pode empurrar o filme para outro gênero. Dramas podem até virar comédias românticas, e vice-versa.</p>

<p><b>Amor Sem Escala</b> (Up in the Air)<br />
<b>Brilho de uma Paixão</b> (Bright Star)<br />
<b>Novidades No Amor</b> (The Rebound)<br />
<b>Por Amor</b> (Personal Effects)<br />
<b>Te Amarei Para Sempre</b> (The Time Traveler's Wife)<br />
<b>Uma Prova de Amor</b> (My Sister's Keeper)<br />
<b>Corações em Conflito</b> (Mammoth)<br />
<b>Apenas um Sonho</b> (Revolutionary Road)</p>

<p>Mas nem toda tradução esclarece. Há vezes em que a ambigüidade aumenta, e certas comédias podem transitar perigosamente para a fronteira dos pornôs.</p>

<p><b>Homens Que Encaravam Cabras</b> (The Men Who Stare at Goats)<br />
<b>Ela Dança com Meu Ganso</b> (Dance Flick)</p>

<p>Ou ir no sentido contrário, distanciando-se daquela fronteira.</p>

<p><b>Pagando Bem, Que Mal Tem?</b> (Zack and Miri Make a Porno)</p>

<p>Para comédias, se tudo mais falhar, o negócio é declarar insanidade para não entrar em apuros.</p>

<p><b>Deu a Louca na Branca de Neve</b> (Happily N Ever After 2)<br />
<b>Primavera Maluca</b> (Spring Breakdown)<br />
<b>Maluca Paixão</b> (All About Steve)<br />
<b>Carros Usados, Vendedores Pirados</b> (The Goods: Live Hard, Sell Hard)<br />
<b>Os Delírios de Consumo de Becky Bloom</b> (Confessions of a Shopaholic)<br />
<b>Uma Mãe em Apuros</b> (Motherhood)<br />
<b>Uma Socialite em Apuros</b> (Maneater)<br />
<b>Virgem em Apuros</b> (American Virgin)</p>

<p>Há situações em que o óbvio está na sua frente e acerta sua cara com a força de um soco do Mike Tyson, para simplesmente desaparecer enquanto você recobra os sentidos. Daí você tem que improvisar sob o efeito de fortes sedativos.</p>

<p><b>Se Beber Não Case</b> (The Hangover)</p>

<p>Há também aquelas situações "deus nos acuda", em que você tem que jogar a toalha no chão e entregar a partida. Se não puder vencer, confunda.</p>

<p><b>A Mente que Mente</b> (The Great Buck Howard)<br />
<b>Anjos da Noite - A Rebelião</b> (Underworld: Rise of the Lycans)</p>

<p>Há traduções que são puro clichê. Não que as traduções até aqui listadas não sejam. Apenas que as seguintes não têm qualquer outra qualidade redentora. Poderiam muito bem ter sido geradas pelo tradutor automático Tabajara de títulos de filme. Quem sabe foram. Quem poderá dizer?</p>

<p><b>Minha Filha é um Sonho</b> (Imagine That)<br />
<b>Minhas Adoráveis Ex-Namoradas</b> (The Ghosts of Girlfriends Past)<br />
<b>Garota Infernal</b> (Jennifer's Body)<br />
<b>Um Hotel Bom pra Cachorro</b> (Hotel for Dogs)<br />
<b>Alerta Final</b> (Depth Charge)<br />
<b>As Duas Faces da Lei</b> (Righteous Kill)<br />
<b>Almas Diabólicas</b> (Dark Floors)<br />
<b>O Segurança Fora de Controle</b> (Observe and Report)<br />
<b>Confusões em Família</b> (City Island)</p>]]></description>
         <link>http://www.thalesc.com/blog/2010/01/falhas_muito_loucas_epic_fail.html</link>
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                  <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Filmes</category>
        
        
         <pubDate>Sun, 10 Jan 2010 08:43:00 -0700</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Sobre o preço do sorvete</title>
         <description><![CDATA[<p>Filosofia de bar não rola só em bar. Na sorveteria, com os amigos, surgiu a seguinte questão: se o sorvete de uma bola custa R$ 8,50, por que o sorvete de duas bolas custa apenas R$ 1 a mais? O lógico não seria que custasse o dobro?</p>

<p>Não, não seria.</p>

<p>Para começar, o custo do sorvete, para a sorveteria, não está apenas na massa de sorvete. Tem o aluguel do ponto, o equipamento, a energia elétrica, água, salários dos funcionários, impostos, etc. A maior parte do custo do sorvete está nestas outras coisas. De fato, uma vez que a sorveteria produziu um sorvete com uma bola, o custo para adicionar outra bola é minúsculo.</p>

<p>Tudo bem, só que esta não é a razão para a diferença de preços. Se fosse só por isso, a diferença seria menor ainda, uns poucos centavos.</p>

<p>Para entender a razão precisamos sacar que o que a sorveteria quer mesmo é vender sorvetes de duas bolas. Se eles tivessem que optar por oferecer um tamanho apenas, seria este que eles escolheriam. É onde eles ganham mais. Afinal, por basicamente o mesmo custo, eles conseguem lucrar quase R$ 1 a mais.</p>

<p>O problema é que, se eles oferecessem aquele tamanho apenas, venderiam menos.</p>

<p>Acontece que nós humanos em geral, e consumidores de sorvete em particular, somos péssimos em julgar valores absolutos. Nós precisamos de referências com as quais comparar. A sorveteria está mais do que disposta a atender tal necessidade e oferecer uma referência para a gente, para a conveniência deles. O fato é que o sorvetão de R$ 9,50 parece mais barato ao lado de um sorvetinho de R$ 8,50, com metade do tamanho, do que se o mesmo sorvetão estivesse sozinho. Basicamente o sorvete de 8,50 está lá para fazer o de 9,50 parecer uma oferta melhor, irrecusável até.</p>]]></description>
         <link>http://www.thalesc.com/blog/2010/01/sobre_o_preco_do_sorvete.html</link>
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                  <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Divagando</category>
        
        
         <pubDate>Fri, 08 Jan 2010 11:09:49 -0700</pubDate>
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   </channel>
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