Torre de Babel
Você é daqueles que só pensa besteira?

Você é daqueles que só pensa besteira?

Achado em uma loja de R$ 1,00.

No vôo para o Brasil, durante a janta, bebi um vinho tinto Fish Eye (Olho de Peixe). Não é dos piores, considerando-se que é daqueles que também se vende em embalagem longa-vida. Enfim, serviu bem ao objetivo, que era fazer capotar, para encurtar o longo vôo de 10 horas.
O que eu achei engraçado, porém, foi o slogan da marca:
“Atenção! Este vinho pula fora do seu copo”
Sim, pula sim, MAS É POR CAUSA DA TURBULÊNCIA, INFELIZ!

(achado em Pato Branco, PR)

... O restaurante Shota em Vancouver traz um novo significado à expressão “comida chinesa”...
Fred Flintstone em comercial de cigarro...
Os tempos eram outros.
Era a pré-história...
Esta semana, vi um cara que praticava jogging atravessar uma avenida totalmente fora da faixa, com trânsito passando. Alguém buzinou. O cara do jogging nem sequer olhou para trás, apenas hasteou o dedo médio em um gesto obsceno.
No trânsito, os pedestres são o lado mais frágil, por isso merecem toda a atenção e respeito. Na dúvida, a preferência é deles. Mas há aqueles que abusam. Praticar jogging é legal... para quem gosta. É um bom exercício. Se você tem histamina para tal, palmas para você, que você merece. Mas isso não o torna superior ao resto da humanidade. Pedestre merece respeito, e nem precisa fazer muito por merecê-lo, mas tem que fazer o mínimo. Eu respeito sua condição de andante, e você colabora não saltando na frente do meu carro de surpresa, no meio da avenida. Não conseguir frear um carro de uma tonelada, a 60 km/h, em menos de 10 metros, não é malícia, é imposição das leis da Física. As leis do trânsito são um compromisso, mas as leis da Física são um comprometimento.
Para a diversão de quem presenciou a cena, o carro que buzinou era uma viatura de polícia à paisana. O cara levou o maior susto quando as sirenes dispararam. Deve estar até hoje limpando as calças. O policial fez questão de pará-lo para dar-lhe uma bronca, e talvez uma multa. Precisava ver. Há aquele momento mágico, da queda instantânea, quando a pose de gostosão se desfaz em cara de bundão, e aquele momento é um espetáculo.
Da série “músicas que você não sabia que sabia”...
Você sabia que a palavra testículo vem de testemunha?
Pelo menos é o que diz “A Casa da Mãe Joana”, de Reinaldo Pimenta, um livro sobre as curiosidades nas origens das palavras, frases e marcas.
No latim, a palavra testis, formada de uma variação de tri, três, +sto, estou, significa “que está ou assiste como terceiro”, ou seja, testemunha.
Testis originou testimoniu, que deu no português testemunho, e também testiculu, testículo, virilidade.
No latim, a terminação -culu era usada para fazer diminutivos e assim passou para o português: película, gotícula, etc.
Quer dizer, testiculu foi formado a partir do sentido de pequena testemunha. Ou não é isso?
Vai ver que é por isso que as Testemunhas de Jeová andam sempre aos pares...
Estava no banheiro do andar onde trabalho, lavando as mãos, quando ouvi a melodia de uma harpa vindo de uma das privadas. Foi um trecho bem curto, alguns poucos segundos, um breve “pru-lulim-lulim” como este aí abaixo, obviamente de um telefone celular ou PDA.
Eu e o cara que usava a pia ao lado olhamos para trás, em direção à privada de onde veio o som. O sujeito lá dentro permaneceu quietíssimo. O cara ao meu lado virou-se para mim e sussurrou: “cagou um diamante”.
Gente... eu tive um ataque convulsivo de riso que foi dureza de conter! Sabe quando você quer ficar sério, mas é impossível?
Recentemente o restaurante do trabalho veio com uma moda de raspadinhas. Toda vez que você compra uma refeição lá, ganha uma raspadinha para concorrer a prêmios. O prêmio que mais sai é o “(café) expresso aumentado grátis” (“free upsized espresso drink”). Já tirei esse três vezes.
Não que faça diferença, porque no escritório tem máquina de café do Starbucks, de graça. É uma maravilha. É um suprimento virtualmente infinito de café à minha disposição. Pressiono três botões e, momentos depois, sou servido de um reconfortante semi-balde de café fresquinho, quase que por mágica. Às vezes penso se minha vida não passa de um experimento em um meta-universo, eu um simples rato de laboratório sendo testado em minha busca por cafeína.

Mas enfim, estou divergindo. De volta às raspadinhas.
O mais cínico entre nós questionou a interpretação da palavra “aumentado” (“upsized”) na descrição do prêmio.
— Quer dizer que eu compro um café e eles aumentam a dose?
Não, que é isso, imagina?! É o café inteiro. Fosse só o acréscimo, seria muito fiasco.
Fomos lá tirar a dúvida e, adivinha, era isso mesmo, era só o acréscimo. Você compra um café normal e eles adicionam uma dose extra de expresso. Tinha até um aviso no caixa explicando a situação, tanta gente já foi lá achando que ganhou um expresso na faixa.
Mas o fiasco não parou aí. As cartelas das raspadinhas têm um número de série no verso, visível antes de raspar. Logo o pessoal descobriu que — adivinhe, isso mesmo! — o número de série permite prever o prêmio que sairá. E não é nada complicado, tipo fatorar números primos e tal. Basta olhar para o final, que é sempre o mesmo para os mesmos prêmios. Final P1 é “tente de novo”; final P6 é “café aumentado”; final P13 é “pizza”, e assim vai — aliás, o detalhe é que só o final muda, o resto do número é sempre o mesmo, para todas as cartelas.
Não é como se ninguém soubesse que engenheiros de software têm um parafuso a menos em habilidades sociais em troca de um parafuso a mais em habilidades matemáticas, incluindo talento para identificar padrões, e a MS tem a maior concentração de engenheiros de software do mundo. Mas daí já é ridículo, o pessoal do restaurante não está nem tentando fazer de conta que se esforçou. Como é que alguém pode ter dado uma mancada tão feia dessas? Quanto tempo até formar-se uma máfia das raspadinhas?
Uma das vantagens de usar o ônibus para ir ao trabalho é poder ler durante a viagem. Mas com o aparador de livros “The Easy Rider”, esta vantagem já era. Agora posso dirigir e ler ao mesmo tempo. Não é fantástico?
A esta altura você tem certeza que isso aí é brincadeira, certo? Eu também tinha, mas o pior é que não é não, a coisa parece ser séria mesmo, ou não estaria à venda na Amazon.com (página do produto aqui — você precisa ler as críticas, são hilárias).
Bem, ainda há a possibilidade que seja brincadeira. Na dúvida, adicionei o produto à minha “wish list”. Quem sabe ganho um de aniversário?
Hoje foi o dia dos namorados aqui nas terras do norte...
Ah, a linguagem do amor! Saber dançar sempre contou pontos na hora de impressionar as garotas. Quem sabe bem disso é o Manakin macho, um passarinho bom de dança que não deve nada a ninguém — ele faz um “moonwalk” fantástico, de deixar o Michael Jackson vermelho de inveja.
Segue um video do bichinho em ação (do bichinhO, não do Michael).
Na sessão de eletrônicos de uma loja de departamentos, ouço uma barulheira peculiar e raivosa, algo assim como — é difícil descrever — o barulho de uma roda d’água de plástico, um pouco fora de eixo.
... cléc-cléc-cléc-cléc-cléc-cléc-cléc-cléc-cléc ...
Curioso, segui na direção de onde vinha o som, para ver o que era.
Eram dois caras jogando XBOX, mas com o volume da TV totalmente abaixado. Foi aí que tive certeza que Rock Band tem a ver com um monte de coisas, menos com música.
Você sofre de “vergonha alheia” (aliena verecundia), aquele sentimento de vergonha por uma pessoa desconhecida em situação de vexame?
Pois isso tem cura, gente!
É tudo um problema com seus neurônios-espelho.
Neurônios-espelho são um tipo de neurônio que dispara, tanto quando você executa, como quando você observa alguém executar uma determinada ação. Cientistas acreditam que tais neurônios estejam envolvidos no sentimento de empatia. Estudos revelam que pessoas mais empáticas demonstram maior ativação nas áreas “espelho” do cérebro, que ativam quando aquelas pessoas observam outra agindo ou expressando emoções que envolvam aquelas mesmas áreas. Acredita-se que uma hipersensibilidade dos neurônios-espelho seja a causa da “vergonha alheia”.
É aí que entra a cura.
Você já ouvi o CD da Gizele? Se você ainda não ouviu, e se “vergonha alheia” é algo que lhe incomoda, então você tem que ouvir o CD da garota.
A combinação única de voz, métrica e teclado de churrascaria ativará padrões cerebrais que sobrecarregarão seus neurônios-espelho a ponto de incapacitá-los. Num primeiro momento você terá um fortíssimo, quase insuportável, sentimento de “vergonha alheia”. Mas não é hora para desistir! Insista mais um pouco, até seus neurônios-espelho fritarem, e em pouco tempo sua “vergonha alheia” desaparecerá.
Para um tratamento de choque, pule direto para a faixa “Garota Materialista”, e toque-a prestando atenção aos backing vocals. Se isso não destruir sua “vergonha alheia”, então nada destruirá — o que pode ser uma coisa boa, enfim.
Eu já estava meio devagar, culpa do super-resfriado e de ouvir as músicas da Gizele Madoninha, mas a dica do Masaru para conferir as músicas do cantor romântico Hélio dos Passos terminou de fritar os poucos neurônios bons que me restavam — e eu ainda nem tinha me recuperado de Transformers.
O resultado dessa deficiência neurológica é uma maior profusão de idéias idiotas — e a incapacidade para filtrá-las.
Por exemplo, agora mesmo estou a procura de músicos para formar uma banda com a seguinte proposta: tocar versões em português de baladas inglesas, com a particularidade de que a tradução será feita pelo Google Language Tools.
É simples, a gente pega a letra em inglês, manda o Google traduzir para o português, e o que sair a gente canta. Se a letra não fizer sentido, não importa. Se a métrica não couber, don’t worry about it, a gente faz caber, na marra, nem que tenha que chamar “uns primo” para ajudar, if you know what I mean. É uma idéia muito ridícula para não funcionar. Se você estiver interessado em fazer parte da banda The Letter’s Feet, entre em contato, antes que eu melhore.
Ajuda, eu preciso alguém,
Ajuda, e não apenas ninguém,
Ajuda, você sabe Eu preciso de alguém, ajudar.
Quando eu era mais jovem, muito mais novo do que hoje,
Eu nunca necessária a ajuda de ninguém, de qualquer maneira.
Mas agora estes dias se passaram, eu não estou tão certo de autodeterminação,
Agora eu acho que eu mudei minha mente e abriram as portas.
Se você puder me ajudar, estou me sentindo para baixo
E eu aprecio você a ser rodada.
Ajuda-me, get back meus pés no chão,
Será que você não queira, por favor, me ajudar.
E agora a minha vida mudou na oh tantas maneiras,
A minha independência parece estar a desaparecer na bruma.
Mas cada momento e, depois, me sinto tão inseguro,
Eu sei que eu só preciso que quiser Eu nunca fiz antes.
Se você puder me ajudar, estou me sentindo para baixo
E eu aprecio você a ser rodada.
Ajuda-me, get back meus pés no chão,
Será que você não queira, por favor, me ajudar.
Quando eu era mais jovem, muito mais novo do que hoje,
Eu nunca necessária a ajuda de ninguém, de qualquer maneira.
Mas agora, estas são daya ido, eu não estou tão certo de autodeterminação,
Agora eu acho que eu mudei minha mente e abriram as portas.
Se você puder me ajudar, estou me sentindo para baixo
E eu aprecio você a ser rodada.
Ajuda-me, get back meus pés no chão,
Será que você não queira, por favor, me ajudar, me ajudar, ajude-me, oh.
Pensando bem, já me sinto melhor.
Não faço idéia de quem são os caras, ou porque fizeram esse vídeo, mas achei divertido.
Descobri porque Darth Vader tem aquela respiração de encanamento velho.
Enfisema pulmonar.

Fumo faz mal à saúde.
Lembrado de passagem (e anotando para não esquecer).
Há muito tempo teve um jornal de Curitiba que quis ser chique e trocou o título de uma sessão da coluna social de “Eles & Elas” para “Hes & Shes”.
Falha Épica!
Mãe me disse, muito sabiamente, “não vou desejar feliz ano novo nem nada, porque só mudam os números, mas a vida continua a mesma”...
No último episódio de CSI, o caso que eles investigaram envolvia contrabando de mulheres do Brasil, veja só.
O chefe da quadrilha era um tal de “Pun-Rao”, que é “portuguese for ‘The Fist’”, explicou um dos personagens. Como é mesmo, Pun-Rao? Ah, claro, ele quis dizer... “Punhão”!
Hilário.
Eu achava que o Bush era tanço, mas nessa o Lula mostrou que não deve nada ao ex-presidente norte-americano.
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